Portugal - o tempo e a história
Lisboa, Beja, Évora, Castelo Branco, Coimbra e Leiria
data a publicar
Reconhecido como Reino em 1179 pelo Papa Alexandre III, a confirmar o Tratado de Samora (1143), Portugal mantém as suas fronteiras estáveis por mais de 800 anos. Em contexto europeu pode dizer-se que é o Estado que mantém vivas as suas fronteiras originais por mais tempo.
A herança cultural leva-nos mais longe, ao século II a.C. com o legado romano. Cidades e villae, providas de todos os confortos da civilização romana, uma sociedade económica, politica e socialmente estruturada. O início do século VIII traz-nos a Islamização, povos do Norte de Africa. Haveriam de manter-se até final do período das cruzadas.
Remotamente, a presença humana a sudoeste da Ibéria está assinalada desde o Paleolítico inferior, em fases tardias do Quaternário, e em território português, estão mais ou menos bem representados, os diversos aspectos da vida humana, em todos os períodos da pré-história até á idade do ferro.
Longe dos olhares do Ser humano, por cá também passou uma outra vida, que importa conhecer. Continentes moveram-se, fragmentaram e reajustaram-se até uma geografia que reconhecemos, e espécies sucederam a espécies no processo evolutivo ao longo de milhões de anos. Dos tempos geológicos, o registo fóssil reserva-nos testemunhos de um passado intenso.
Mas o património, testemunho vivo das gentes, não se esgota nas páginas da história, nem na monumentalidade da pedra, porque o que somos hoje, resulta do intercâmbio de culturas de todos que na sua demanda por aqui passaram.
Visitar Portugal é assimilar não só a paisagem, mas descobrir e conviver com lugares míticos e hábitos antigos, e, antes que se percam, conhecer as gentes, o seu saber, a gastronomia, sentir a fé, a história, e ainda, o seu percurso desde a origem dos tempos.