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     ... uma ligação forte com o património

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Inicio Rota do Património Monte Santo - A Força da Pedra
 

Programa

  1. apresentação em auditório do Geoparque Naturtejo e registo histórico-científico do tema proposto, no âmbito das aldeias históricas de Portugal;

  2. permanência de guias em todos os pontos do circuito;

  3. bibliografia de apoio ao evento;

  4. transporte, alojamento, alimentação e entradas nos sitios e museus incluídos no pack;

  5. menu gastronómico regional, opcional lista;

  6. complemento musical para o jantar de Sábado;

  7. o evento realizar-se-á com um número mínimo de 20 participantes inscritos.

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Monte Santo – a força da pedra

Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha, Penha Garcia e Monsanto

Agosto de 2017 - 11, 12 e 13 (mais opções em Agenda, neste web-site)

Conhecida pela designação “Aldeia mais portuguesa de Portugal”, galardão obtido em 1938, Monsanto assenta no seio de um aglomerado caótico de blocos onde a simbiose da paisagem granítica com a arquitectura humana não deixa indiferente quem pela primeira vez visita o lugar.

A História, e bem podemos falar dela pela localização estratégica de Monsanto. Aí existia um povoado fortificado desde a pré-história.

A romanização tem lugar a partir do século II a.C., com Emílio Paulo, pretor romano, pela proximidade com Civitas Igaeditanorum – Egitania (Idanha-a-Velha), esta situada na via que ligava Emeritas Augusta (Mérida) a Civitas Lancia Oppidana (Guarda). Entre os séculos V e VI é sucessivamente ocupada pelos Visigodos e Mouros.

O castelo é atribuído ao século XIII, porém a construção, de arquitectura medieval tem início com Gualdim Pais (1165 - 1172), 4º Grão-Mestre da Ordem dos Templários, após doação de D. Afonso Henriques.

Em 1172 transita para a Ordem de Santiago e em 1174 é outorgado Foral. Com D. Manuel I passa a denominar-se Vila de Monsanto após atribuição de novo Foral. Foi sede de concelho entre 1758 e 1853.

Em Idanha-a-Velha (Egeditania) estão identificados para além de outras infraestruturas, o Forum, as termas, um templo e ainda a ponte de Alcântara na via que ligava Mérida a Astorga, que atestam o período romano entre os séculos I a.C e IV d.C.

Na memória geológica se perde a história em Penha Garcia. Nas rochas do Rio Ponsul o registo fóssil  (icnofósseis) do icnogénero Cruziana, produzido por Triolobites em ações de movimento-predação durante o período Ordovícico [± 443.7 – ± 488.3 M.a.], e de crucial valor científico, qual museu vivo a permitir uma viagem no tempo, numa paisagem forte e viva, pela singularidade e rica de testemunhos humanos.

Idanha-a-Nova é sede de concelho e o seu percurso histórico pode ser interpretado no âmbito regional. Casas de singular monumentalidade atestam um passado rico de portugalidade.

Na gastronomia são de salientar os queijos artesanais de ovelha e cabra, enchidos e pratos de caça.

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