Caminhos de Santiago
Santiago de Compostela, Pontevedra, Isla d’A Toxa e O Grove
data a publicar
As primeiras peregrinações a Santiago de Compostela ocorrem no início do século IX, por volta do ano 813 (JAVIER GÓMEZ VILA).
A primitiva basílica foi concluída durante o reinado de Afonso III (866-910), nos finais do século IX, erigida no local onde foram encontrados os restos mortais do apóstolo S. Tiago e de dois dos seus discípulos. O início é de data incerta, supondo-se que Afonso II das Astúrias (791-842), tenha ordenado a sua construção com o fim de guardar os restos do apóstolo, iniciando-se desta forma o hábito de peregrinar a Compostela, e que este monarca teria sido o primeiro peregrino.
A catedral, de estilo românico, tal como a conhecemos hoje começou a construir-se no ano de 1075 e integra na sua estrutura a construção anterior. A fachada é de estilo barroco e na arquitectura em geral podem ver-se os estilos gótico e renascentista, fruto de alterações e restauros ao longo do tempo.
As fundações assentam em cima de uma necrópole e construções do período romano. Da necrópole sabe-se que esteve em uso até ao século VII e é bem provável que o termo Composita Tella “terras bem ajeitadas”, um eufemismo para cemitério, tenha dado origem ao nome Compostela.
Na história, a peregrinação a Santiago de Compostela era desejável pelo menos uma vez na vida e de facto foram muitas as ilustres personagens que o fizeram, a pé, a cavalo, conhecendo-se ainda alguns trilhos e percursos, que têm sido objecto de estudo.
Experiência enriquecedora do ponto de vista social humano e religioso, porque durante alguns meses, o tempo que durava a viagem, as pessoas trocavam saberes entre si e com as populações durante o percurso. E no final, o túmulo do Santo, S. Tiago, a fé, a compaixão, o sofrimento a moldar a carne e o espírito humanos. Para outros, nem tanto!
A vida é hoje mais rápida, mudaram os tempos e as vontades, também a atenção que damos á fé e ao querer é mais volátil.
O House Culture Club trabalhou este percurso para que não se perca o rigor e o espírito históricos, para manter o seu significado porque a fé, essa, é intemporal. Rico de elementos simbólicos e etnográficos, misto do religioso e do pagão nas vertentes lúdica e social – a não perder!